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Brasileiros sem liberdade


Ano 3 - Revista nº 5 - Junho 2012

Para muitos, a ditadura militar é apenas um dos itens para estudar na prova de história, mas diversos brasileiros da geração passada sentiram na pele as dores e as marcas de uma repressão violenta.

Estamos em ano de eleição, uma oportunidade para mudanças... se tivéssemos mesmo opções de escolha.


E a igreja se calou...

Notícias 16 - 08 de novembro de 2010
A eleição de 2010 foi uma disputa sem igual na história do país. Escândalos, quebra de sigilos, ataques e ofensas, presidente quebrando o decoro para pedir votos a candidatos do partido, debates que em vez de discutir propostas abordavam vida particular e pública dos candidatos e tentava, ao vivo, relembrar a história da corrupção no Brasil. Mas, apesar de todos esses outros absurdos, o que mais diferenciou essas eleições foi o envolvimento religioso.

Que candidatos visitam líderes religiosos todas as vésperas e durante as eleições, isso não é segredo, nem novidade. Que vários desses líderes cedem às propostas indecorosas, também nós já sabemos. O que mudou foi que a comunidade religiosa, como um todo, resolveu, em 2010, debater um tema que a política tentou usar como ponto positivo para a eleição, mas acabou abalando os princípios da religião.

Engraçado que, quando esses candidatos aparecem na igreja tentando comprar os votos dos "fiéis" ou quando fazem visitas públicas à cultos, missas, etc. tentando mostrar que são pacíficos, eles acham que a religião pode e deve participar da política. Porém, quando a igreja defende os princípios morais e de respeito à vida... aí eles dizem que a religião tem que se colocar em seu lugar em vez de dar pitacos na política.

Ora, mas era exatamente o que a igreja estava fazendo: o seu papel. O papel como cidadã, exercendo a democracia e garantindo o direito à vida e papel como igreja, que defende seus princípios. A política é que estava fora de seus direitos, tentando promover um absurdo, contrário à vontade da população e aos valores da família.

Era um fio de esperança nascendo. A cada dia saía uma manchete nos jornais ou na Internet comunicando a adesão da população cristã. O histórico nesse ano era ver diferentes religiões se unindo em um só clamor: o direito à vida. Pela primeira vez no Brasil, as igrejas (e aqui nos referimos ao público, os "fiéis") estavam tomando uma posição, reagindo, se unindo.


Era só alarme falso. No fim, quando e onde poderiam verdadeiramente fazer a diferença [nas urnas] abriram mão dessa posição, fecharam os olhos e deixaram que a história deixasse de ser marcada pela posição do povo e da igreja para ser marcada pela eleição da primeira mulher presidente. E a pergunta que fica no ar é: qual será a real relevância disso? Se os direitos são "iguais", tanto faz ser homem ou mulher. Histórico não é um país governado por uma mulher (até porque o governo não será feito por ela, mas pelos homens que estão por trás), histórico é um país que tem princípios. Bonito é um povo que sabe se impor aos enganos do marketing político e fazer valer a democracia, que não se deixa levar pela emoção da propaganda. Teria sido muito mais honroso.

Mais uma vez acabou em pizza. Para aqueles que acreditaram que tudo não passava de sensacionalismo da mídia ou da oposição, que não tinha porque discutir esse tipo de coisa, veja o link do Diário Oficial da União que registra o pedido oficial da LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, feito pelo Governo Federal.

Pois é, está aí a prova de que política e religião se discute sim, principalmente quando uma interfere na outra.

Cadeirinhas, relógios de ponto e afins

Notícias 13 - 15 de Setembro de 2010

Diversos projetos de lei têm sido aprovados no país: cadeirinha de segurança, relógio de ponto que imprime comprovante, palmadas, entre outros. Qual a real relevância?

Primeiro foi a lei da palmada, que proíbe os pais de educarem seus filhos. É claro que a violência é um ato condenável, mas será mesmo que os pais ou responsáveis que não medem a agressão aos pequenos vão respeitar uma lei sem fiscalização? Não são capazes de respeitar nem as crianças, indefesas e carentes de uma educação responsável. Fica óbvio que esse tipo de projeto só vai atingir pais que são inocentes. Os verdadeiros agressores continuarão agredindo, silenciosamente e impunemente. A pergunta é: o certo não seria um projeto de educação e orientação aos pais?

Depois vieram as cadeirinhas. Lei! Um termo pesado, cheio de sentidos e obrigatoriedade que, em vez de solucionar problemas, têm sido usado para “tapar buracos”. Nesse caso, a dúvida seria: “Não é ideal um projeto que prevê, junto com as montadoras de carro, o desenvolvimento de segurança que seja item do próprio veículo, como os cintos de segurança?”. Proteger e assegurar são coisas muito importantes, mas soa bem estranho uma lei arbitrária e um comércio defasado, não? É lei, mas não tem cadeirinhas pra atender a demanda. Ninguém pensou nisso?

E o próximo, apenas para citar alguns exemplos, serão os relógios de ponto que imprimem comprovantes. Seria genial, se não estivéssemos em um momento onde o mundo discute novos hábitos sustentáveis, para economizar recursos naturais. Além disso, os próprios sindicatos e trabalhadores condenam o tal “papelzinho” que será expelido pelos relógios de ponto. Como um profissional vai arquivar tanto papel, em grande e quantidade e tamanho pequeno? Que tipo de benefício ou organização essa lei traz? Uma emenda que só dificulta a vida e o controle do trabalhador. De onde tiraram essa ideia?

Fica o apelo para que os brasileiros comecem a pensar na quantidade de projetos de lei que passam, desapercebidos, pelo Congresso e são aprovados, prejudicando mais a vida da população. Os problemas reais, que deveriam ser discutidos e combatidos, continuam aumentando enquanto o governo está preocupado com projetos fracos, sem finalidades e a população entretida com programas fúteis de TV.

Política não é televisão!

Notícias 10 - 16 de Agosto de 2010

Qual a diferença de um Deputado Estadual e um humorista?

Os cargos políticos e a carreira artística são extremamente diferentes e o grau de seriedade do assunto é altíssimo. A função e as responsabilidades de um político recaem sobre você e, nesse caso, não dá pra mudar de canal. A moda dos partidos é se valer de celebridades para eleger "laranjas". O que significa que, embora seu ídolo ten
ha um carisma inenarrável, ele está apenas servindo de escudo para que pessoas corruptas tomem decisões sérias no congresso... e isso não é nada engraçado.

Os candidatos precisam ser pessoas aptas a planejar e dese
nvolver políticas públicas para ajudar a resolver os problemas da sociedade. Alguém com especialização em projetos e nas áreas sociais onde pretende trabalhar.

Portanto, lembre-se que a função do Congresso Nacional NÃO é
divertir você. As filas nos hospitais, o descaso na educação, as ruas esburacadas, a falta de segurança e todos os problemas nacionais estão diretamente relacionados à brincadeira nas urnas. Os famosos servem apenas como objeto de marketing para manipulação de votos e no fim, o palhaço da piada acaba sendo você. A vida pode até ser engraçada, mas não é brincadeira.

Ainda tem dúvidas? Acompanhe a série de posts que explicam cada cargo e veja a lista de famosos. Assim, fica mais claro entender a gravidade da situação.

O PTB paulista é o partido que mais tem investido na eleição de celebridades "laranjas".

Você pode conferir as candidaturas no site do Superior Tribunal Eleitoral.